|
Diariamente, centenas de
cães e gatos são abandonados nas ruas. Vítimas da irresponsabilidade
humana, desamparados, eles passam fome, adoecem, são mal tratados ou
atropelados.
Quando não morrem nas ruas, são laçados pela “carrocinha” e enviados
ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) onde permanecem por apenas 3
dias até serem mortos por métodos que variam desde injeção letal até
morte por asfixia ou pauladas (dependendo do CCZ). Aqueles que
escapam da morte encontram um destino ainda pior: são
enviados para as faculdades para servirem de cobaias em aulas de
vivissecção (prática de dissecar animais vivos) para demonstrações
de treinamento cirúrgico, indução de distúrbios com finalidades
relacionadas ao ensino. Seu fim após o término da aula: um saco de
lixo.
Engana-se aquele que acha que somente viralatas passam por isso. A
venda sem controle e a compra de animais por impulso, tem colaborado
para que milhares de animais de raça sejam abandonados, além dos
cavalos que são usados para puxar carroças em jornadas exaustivas de
trabalho forçado, carregando peso excessivo, sem alimentação,
açoitados muitas vezes por instrumentos que lhes causam ferimentos.
Quando imprestáveis, são abandonados, morrem de fome ou doença ou
são enviados para matadouros clandestinos.
Veja a seguir a comprovação de tudo que você acabou de ler.
DEPOIMENTO EXCLUSIVO DE UM ALUNO DO TERCEIRO ANO DE MEDICINA DA
UNISA (UNIVERSIDADE SANTO AMARO)
Por motivos óbvios, sua identidade não será revelada.
FP: no curso de medicina da UNISA vcs realizam vivissecção em qual
ano e com qual frequência?
aluno: somente no terceiro ano, todas às sextas feiras.
FP: quantos cães são utilizados nas aulas?
aluno: atualmente de 8 a 9 cães.
FP: pq. atualmente?
aluno: até 2004 o número de animais era o dobro. De 16 a 17 cães por
aula.
FP: qual o pior momento da aula?
aluno: o pior momento é quando eu vou buscar o cão no biotério. Já
chorei várias vezes.
FP: como reagem os cães quando são buscados no biotério?
aluno: alguns ficam alegres com a nossa visita, abanam o rabo,
acreditam em nós (esse é um dos momentos em que chorei), outros,
parece que sabem o que vai acontecer e lutam pela sobrevivência.
Reagem à nossa presença em sinal de defesa.
FP: como é o biotério?
aluno: um lugar muito parecido com um ccz. Tem o clima daquele lugar
FP: qual o nome dado a essas aulas e o tempo de duração?
aluno: técnica cirúrgica e bases da anestesiologia. Normalmente as
aulas transcorrem das 9,30 às 13,30 horas
FP: quais os tipos de cirugia que o animal é submetido?
aluno: retirada de apêndice intestinal, parte do rim, parte do
estômago,fígado, indução de parada cardíaca...
FP: quantas pessoas manuseiam o animal?
aluno: 4 pessoas
FP: alunos?
aluno: sim, 4 alunos supervisionados pelos professores.
FP: No final da aula, qual o destino dado ao animal?
aluno: ele é eutanasiado.
FP: alguma vez você presenciou um cão acordando da anestesia e com o
corpo ainda aberto?
aluno: não, isso nunca acontece.
FP: alguma vez você ouviu algum professor comentar sobre métodos
alternativos?
aluno: sim, uma única vez no início do curso.
FP: ele disse porque razão para não usa os métodos alternativos?
aluno: disse, comentou que na Europa já se utilizavam modelos
biológicos mas que no Brasil ficava inviável por causa dos altos
custos.
FP: quantos alunos tem no seu curso de medicina e quanto você paga
por mês?
aluno: o curso tem 480 alunos e eu pago R$ 2.300,00 por mês.
FP: 480 X R$ 2.300 é igual a R$ 1.104.000,00 por mês, você não acha
que a faculdade ganha muito dinheiro para se negar a investir em
métodos alternativos?
aluno: com certeza.
FP: você sabe que em S.Paulo tem uma lei que proíbe o CCZ de enviar
animais para as instituições de ensino?
aluno: Sim, já ouvi dizer
FP: você sabe então, de onde vem os cães da UNISA?
aluno: já ouvi dizer que vem de Araraquara e do CCZ de Diadema, foi
até um aluno por intermédio do pai dele que conseguiu isso para a
faculdade.
FP: qual a raça e idade dos cães utilizados nas aulas?
aluno: viralatas, a idade varia. Tem desde filhotes até cães idosos.
Uma vez durante a aula em que uma cadela estava sendo operada, notei
que ela estava grávida. Dava prá sentir os filhotes no útero.
FP: alguma vez, você presenciou algum colega seu que não quizesse
participar da aula e foi coagido?
aluno: não, nunca, mas já houve casos do professor dizer que você
não pode faltar e se faltar a turma toda seria penalizada.
FP: então, isso não é uma forma de coação?
aluno: com certeza.
FP: você acha realmente fundamental esse tipo de aula para o seu
aprendizado?
aluno: a única coisa que realmente importa, é você aprender a lidar
com intercorrências do tipo parada cardiorespiratória. O resto é
desnecessário.
FP: você pretende se especializar em que?
aluno: cirurgião
FP: como você acha que vai se sentir quando tiver que operar um
humano pela primeira vez?
aluno: nervoso, despreparado, completamente inseguro.
FP: isso significa dizer que as aulas de técnicas cirurgicas onde se
utilizam animais de nada adiantam?
aluno: praticamente sim
FP: você tem cães de estimação na sua casa?
aluno: sim, tenho 3
FP: e como você reagiria se entrasse na aula de técnica cirurgica e
encontrasse um deles sobre a mesa?
aluno: não dá nem prá imaginar
FP: para encerrar a entrevista, gostaria que você definisse a
vivissecção
aluno: uma coisa muito cruel, estamos profanando o direito de viver
de outros seres em nosso benefício próprio.
Bem meus amigos, este é apenas um caso. Imaginem 8 cães eutanasiados
todas às sextas feiras durante sete meses. Isso significa dizer: 224
cães por ano. Num único curso e numa única universidade.
Um curso com 480 alunos que pagam em média R$ 2.300,00 e a faculdade
acha caro os custos para se investir nos métodos alternativos.
OBSERVAÇÃO:
Esta entrevista eu realizei há cerca de um ano atrás.
Recentemente fui procurado pelo aluno alegando que atualmente a
faculdade substituiu os cães por porcos!
Assista o vídeo abaixo:
http://brightlion.com/InHope/InHope_en.aspx
|