03 de  julho de 2005

Manifestação contra a Vivissecção

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Os grupos “Pelo Fim do Holocausto Animal” em parceria com o "Tribuna Animal", realizaram a Manifestação contra a Vivissecção. Sem dúvida a maior manifestação realizada na cidade de S.Paulo. Durante mais de 4 horas, cerca de 700 pessoas caminharam pela Av. Paulista, Consolação, até a Fac. De Medicina da Santa Casa de São Paulo, um dos alvos do protesto.
 

Foto: Erico Mabellini


 

Mais fotos em: http://www.tribunaanimal.com/aconteceu_manif_vivissec_03_07_fotos_t_a.htm

 

Vídeo em:

http://www.youtube.com/watch?v=B4VcPumcim0

 

06/07/2005


EXCLUSIVO: Santa Casa de São Paulo diz que pratica vivissecção animal “sem ferir a ética”


Mônica Pinto / AmbienteBrasil

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo reagiu na terça-feira, através de uma nota oficial, à manifestação contra a vivissecção animal realizada por membros de diversas ONGs e grupos de proteção animal – inclusive internacionais – no domingo passado. O protesto, na avenida Paulista, foi encerrado defronte à instituição.

Promovido sob responsabilidade do grupo “Pelo Fim do Holocausto Animal”, o ato chamou a atenção para uma prática que, com o argumento de essencial à formação de médicos, biológos e outros profissionais de áreas afins, estaria submetendo animais a sofrimentos injustificáveis. “Praticar vivissecção é negar os métodos alternativos, pois é muito mais barato matar animais do que investir na modernização das técnicas”, diz Fábio Paiva, líder do grupo.

Segundo a nota expedida pela Santa Casa, há treinamentos ou pesquisas em que o ser vivo – ratos, camundongos, cães e porcos – não pode ser substituído. A instituição assegura ainda que nenhuma experiência é realizada sem passar pelo crivo da Comissão de Ética em Pesquisa Animal, cujos membros são nomeados pela própria Faculdade. “O treino de técnica operatória há que se fazer preferencialmente em ser vivo”, defende.

Ainda conforme a nota, os cães utilizados nas aulas vêm de centros de controle de zoonose e recebem anestesia. Essa informação deixou Fábio Paiva estarrecido. “A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo assume que burla a Lei Tripoli 13.943/04, que proíbe o CCZ da Cidade de São Paulo de enviar cães para as instituições de ensino e pesquisa, pois é réu confesso que se abastece de cães vindos de CCZs supostamente de outros municipios”, diz.

Segundo ele, a Santa Casa foi escolhida de maneira simbólica, já que a instituição de ensino e pesquisa não é o único alvo dos manifestantes. “A maioria delas pratica vivissecção”, lamenta Paiva. “Seria impossível terminarmos o protesto na porta de cada uma delas”.

“Qual a ética que a entidade diz não ferir?”, questiona ele. “A única ética que eles conhecem é a da imoralidade, da perversidade, tendo como co-participantes os CCZs de outros municípios, que recolhem animais das ruas considerados ameaça à saúde pública e são entregues descaradamente para essas instituições”, diz Fábio Paiva, antecipando que novas manifestações contra a vivissecção animal serão realizadas.

 

 

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