|
Os grupos “Pelo Fim do Holocausto
Animal” em parceria com o "Tribuna Animal", realizaram a
Manifestação contra a Vivissecção. Sem dúvida a maior manifestação
realizada na cidade de S.Paulo. Durante mais de 4 horas, cerca de
700 pessoas caminharam pela Av. Paulista, Consolação, até a Fac. De
Medicina da Santa Casa de São Paulo, um dos alvos do protesto.
|
Foto: Erico
Mabellini |
|
 |
Mais fotos em:
http://www.tribunaanimal.com/aconteceu_manif_vivissec_03_07_fotos_t_a.htm
Vídeo em:
http://www.youtube.com/watch?v=B4VcPumcim0
06/07/2005
EXCLUSIVO:
Santa Casa de São Paulo diz que pratica vivissecção animal “sem
ferir a ética”
Mônica Pinto /
AmbienteBrasil
A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo reagiu na
terça-feira, através de uma nota oficial, à manifestação contra a
vivissecção animal realizada por membros de diversas ONGs e grupos
de proteção animal – inclusive internacionais – no domingo passado.
O protesto, na avenida Paulista, foi encerrado defronte à
instituição.
Promovido sob responsabilidade do grupo “Pelo Fim do Holocausto
Animal”, o ato chamou a atenção para uma prática que, com o
argumento de essencial à formação de médicos, biológos e outros
profissionais de áreas afins, estaria submetendo animais a
sofrimentos injustificáveis. “Praticar vivissecção é negar os
métodos alternativos, pois é muito mais barato matar animais do que
investir na modernização das técnicas”, diz Fábio Paiva, líder do
grupo.
Segundo a nota expedida pela Santa Casa, há treinamentos ou
pesquisas em que o ser vivo – ratos, camundongos, cães e porcos –
não pode ser substituído. A instituição assegura ainda que nenhuma
experiência é realizada sem passar pelo crivo da Comissão de Ética
em Pesquisa Animal, cujos membros são nomeados pela própria
Faculdade. “O treino de técnica operatória há que se fazer
preferencialmente em ser vivo”, defende.
Ainda conforme a nota, os cães utilizados nas aulas vêm de centros
de controle de zoonose e recebem anestesia. Essa informação deixou
Fábio Paiva estarrecido. “A Faculdade de Ciências Médicas da Santa
Casa de São Paulo assume que burla a Lei Tripoli 13.943/04, que
proíbe o CCZ da Cidade de São Paulo de enviar cães para as
instituições de ensino e pesquisa, pois é réu confesso que se
abastece de cães vindos de CCZs supostamente de outros municipios”,
diz.
Segundo ele, a Santa Casa foi escolhida de maneira simbólica, já que
a instituição de ensino e pesquisa não é o único alvo dos
manifestantes. “A maioria delas pratica vivissecção”, lamenta Paiva.
“Seria impossível terminarmos o protesto na porta de cada uma
delas”.
“Qual a ética que a entidade diz não ferir?”, questiona ele. “A
única ética que eles conhecem é a da imoralidade, da perversidade,
tendo como co-participantes os CCZs de outros municípios, que
recolhem animais das ruas considerados ameaça à saúde pública e são
entregues descaradamente para essas instituições”, diz Fábio Paiva,
antecipando que novas manifestações contra a vivissecção animal
serão realizadas.
|