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Considero um erro muito grande da Afropress em atacar o Fábio Paiva, pois vários autores, eu inclusive, já fizeram essa comparação.
A rigor, entendo que ninguém mais do que os negros, segmento social que me considero incluído, inclusive com trabalhos científicos publicados sobre assunto, devem estar nessa luta. A luta é a mesma, embora entenda que a ideologia especista ainda esteja muito arraigada no senso comum da população.
Acho ainda que todo afro-brasileiro deveria ser vegan, boicotando a indústria da carne, que nada mais é do que uma fabrica de crueldades que viola frontalmente o artigo 225, VII da Constituição Federal. Não esqueçamos que essa é a mesma que manteve por séculos nossos irmãos e antepassados acorrentados.
Esse erro é o mesmo erro que a esquerda comete em relação ao próprio movimento negro, achando que um movimento específico ( no caso o movimento negro e no nosso o movimento pelos direitos dos animais) vai retirar o foco da luta que eles consideram a luta principal (a luta de classes, no nosso a luta anti-racista).
Na verdade, todos os movimentos de emancipação são complementares, pois os fundamentos são idênticos: a luta contra a discriminação e opressão de um grupo social sobre outro.
Como vemos, os animais são "os oprimidos dos oprimidos", e assim como os negros, os judeus, as mulheres, crianças e homossexuais, os animais serão violentados até que a força política desses grupos se transformem em poder simbólico.
Não tenho dúvida que esta "horrível comparação" serve apenas para alertar a sociedade sobre o que se fez, e ainda faz com os afro-brasileiros, e sobre a imensa dívida social que existe em relação a esse grupo social, e é muito triste que muitos ainda não consigam percebê-lo.
Entendo que qualquer coação para com Fábio Paiva seria um atentado à liberdade de expressão e de pensamento, ainda mais por se tratar de um pensamento justo, posto fundado em sentimentos como o respeito e a compaixão pelo outro.
Assim, entendo que nós do Instituto Abolicionista Animal devemos prestar nossa solidariedade em relação a Fábio Paiva e colocar o nosso corpo jurídico e de consultores à sua disposição.
Como diria Rui Barbosa, a luta abolicionista está apenas começando.

Um forte abraço

Heron Santana
Instituto Abolicionista Animal

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Heron_José_de_Santana

 


 

Senhor Dojival Vieira:


Equivocada.

Esta é a palavra com a qual adjetivo a denúncia formulada pela ONG ABC sem Racismo junto ao Ministério Público contra o ativista da defesa animal Fábio Paiva.

Apologia, por extensão de sentido, significa “defesa apaixonada de alguém ou algo, elogio, enaltecimento”. Ao acusar às autoridades por escrito e publicamente o autor do site Holocausto Animal de criminoso por fazer apologia à escravidão de negros e ao holocausto de judeus, a autora demonstrou, no mínimo, um elevado grau de não entendimento da palavra escrita. E, infinitamente mais grave, o site AfroPress, ao divulgar na Internet a insensata e irresponsável denúncia, macula o nome e a ação de uma pessoa séria, respeitada no Brasil e no exterior.

Evidente que o site Holocausto Animal deixa claro que abomina toda e qualquer forma de violência, seja ela praticada contra negros, judeus, amarelos, brancos, índios, ciganos e também contra os animais.

E isto fica manifesto na indubitável crítica que o Holocausto Animal formula aos nefastos assassinatos de judeus praticados pelos nazistas, e aos repulsivos e inaceitáveis atos de violência praticados contra os negros.

Jornalista Dojival Vieira: a sua luta é a idêntica luta do ativista Fábio Paiva, e é o estandarte de todos os amantes da Paz. Vamos, juntos, defender o respeito entre todos os seres vivos. Combata, senhor jornalista, toda e qualquer forma de violência, inclusive a praticada contra os animais. Assim, Vossa Senhoria estará honrando ainda mais o magnífico legado que recebeu dos brasileiros negros que tombaram heroicamente na defesa da liberdade.



Aveoé! Avoé! Avé! Ave! Salve!



A minha homenagem à escrava Anastácia, a Zumbi, a Tiradentes, a Bertolt Brecht, a Albert Einstein, a Peter Singer, a Mahatma Gandhi, a tantos e tantos defensores da liberdade, e a todos os “Fábio’s Paiva’s” que repudiam a violência contra seres humanos e não-humanos.

JOSÉ JANTÁLIA



“As pessoas que maltratam animais são insensíveis, são pessoas que não possuem sentimentos superiores de piedade, e elas normalmente são conhecidas como psicopatas, como sociopatas. São pessoas perversas, e normalmente quando praticam um crime, são pessoas de difícil recuperação social.”
Guido Palomba – psiquiatra forense


“Entre 135 criminosos, incluindo ladrões e estupradores, 118 admitiram que, quando eram crianças, queimaram,
enforcaram ou esfaquearam animais domésticos.”
Ogonyok (1970 - Soviet anti-cruelty Magazin)


“Incêndios propositais e crueldades com animais são dois de três sinais de infância que caracterizam o potencial assassino serial.”
John Douglas (analista do FBI que estuda o perfil de assassinos)

 




Prezado Srs. Dojival e Dolores:
 
Acessei hoje o site e tive acesso à resposta padrão publicada aos comentários enviados em razão da notícia "Grupo de defesa animal ofende memória de negros e judeus".
 
Em vista do princípio constitucional da liberdade de expressão, da liberdade de consciência e do igualmente garantido direito de resposta, gostaria que meus argumentos fossem novamente publicados, com destaque em página inicial assim como a referida matéria.
 
Gostaria de tentar restabelecer nosso diálogo citando famosa frase de Alice Walker:
"Os animais do mundo existem por suas próprias razões. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens."
(Alice Walker)
 
Quem é Alice Walker? A escritora ganhadora de um Prêmio Pulitzer. Mais que isso, africana, filha de agricultores, graduada com muito esforço, e autora do mundialmente famoso romance "A Cor Púrpura", obra essencial que retratou a vida dura, pobre, oprimida e sem amor de uma negra sulista norte americana. Portanto, negra e ativista.
 
Alice Walker sente grande empatia pelos animais e enxerga o paralelo entre as próprias experiências com a discriminação e o modo como os animais são usualmente tratados. Tanto que prefaciou o livro "A terrível semelhança - Escravidão Humana e Animal" (tradução livre do original em inglês, The Dreaded Comparison: Human and Animal Slavery), da escritora Marjorie Spiegel.
 
Marjorie Spiegel fez esse pequeno porém corajoso livro em 1988 (portanto, há quase 20 anos!) revelando extraordinárias similaridades entre os dois sistemas de opressão (pode ser encontrado em sites como o Amazon, inclusive com acesso às primeiras páginas). Entretanto, não é popular, seguro ou conveniente a divulgação desse tipo de informação e a ameaça ao sistema econômico vigente, baseado em exploração dos animais ditos irracionais por parte dos seres humanos.
Esse livro, aliás, começa com a seguinte citação, proferida em 1776 por Dr. Humphrey Primatt, pastor anglicano:
 
"Dor é dor, independente de ser inflingida ao homem ou ao animal; (...) O Homem branco... não pode ter direito, em razão de sua cor, a escravizar e tiranizar um homem negro... Da mesma forma, o homem não tem direito natural de abusar e atormentar um animal."
 
Em seguida, ela rebate magistralmente as razões pelas quais não se pode considerar de forma alguma a comparação de especismo com racismo como uma ofensa. Recomendo a leitura.
 
E a questão, realmente, é apenas essa. Dor é dor. Abuso é abuso.
 
Também gostaria de citar Martin Luther King, Jr (acredito que dispense apresentações) e sua esposa Coretta Scott King:
 
"A covardia coloca a questão, 'É seguro?'
O comodismo coloca a questão, 'É popular?'
Mas a consciência coloca a questão, 'É correto?'
E chega uma altura em que temos de tomar uma posição que não é segura,
Não é elegante,
Não é popular,
Mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que essa é a atitude correta."
(Martin Luther King Jr, 1929 - 1968)

"Promover os direitos animais seria a próxima extensão lógica da filosofia de não-violência de Martin Luther King, Jr."
(Coretta Scott King - 27 de abril de 1927 - 30 de janeiro de 2006)"
 
Gosto de lembrar que Coretta, inclusive, adotou o veganismo.
 
Como já comentei, sou descendente de negros. Minha bisavó materna era filha de um negro alforriado. Entretanto, isso não impediu que fosse seqüestrada nas praias de Pernambuco e revendida em São Paulo para um fazendeiro em Atibaia. No tempo que lá passou, foi tratada sem qualquer digninidade, inclusive com uma série de estupro, um que gerou um filho, meu avô (e gosto sempre de lembrar que ele nasceu em 1901 e, portanto, a violência continuou ocorrendo após a abolição da escravatura já que, sem lugar para ir, ela continuou trabalhando na casa).
Ela nunca se revoltou e se submeteu; talvez por isso nunca tenha sido vítima de algum abuso corporal mais extremo... Conheço bem a história de Anastácia e conta a tradição que foi forçada a usar a máscara de ferro - tirando-a apenas para se alimentar - por ter se recusado a manter relações sexuais com um senhor de escravos e acabou morrendo pelo abuso. Mas sei também que a máscara de ferro era colocada em homens negros trabalhadores em minas de ouro, para que não roubassem o metal precioso. O que era isso? Determinismo. Escravos eram tidos preguiçosos e desonestos e era impensável na sociedade da época que se fizesse de outra forma.
 
Aliás, mesmo os negros alforriados e libertos tiveram seus direitos tolhidos por uma sociedade ainda preconceituosa, como magistralmente retratado nas primeiras cenas do filme brasileiro "Quanto vale ou é por quilo?".
 
Volto a lembrar: na época na escravidão, negros eram vistos como "força trabalhadora". Mas não como seres humanos plenos e merecedores de dignidade. Infelizmente, o comum nem sempre é normal, o natural. 
 
Mesmo os Quilombos eram ilegais e tidos como subversivos e uma ameaça à economia e à ordem pública. Negros fugidos eram recapturados por capitães do mato com a maior violência possível e, quando devolvidos aos seus "donos", eram "disciplinados" e considerava-se restabelecida a ordem. Mas eu não conheço maior símbolo de liberdade que os quilombos e ninguém nega sua importância histórica no processo de abolição.
 
Acredito que essa ONG jamais tenha tido acesso aos números dos Centros de Zoonose dos Municípios espalhados pelo Brasil. Acredito que jamais tenha estabelecido um diálogo com ONGs de defesa animal e visto os mais variados abusos sofridos por esses seres (os abandonados e também aqueles com "dono"). Que nunca tenha visto o horror de um teste Draize ou a dor e medo dos animais em um abatedouro. E somente isso, o desconhecimento, pode levar ao medo e a conclusões com essa que vemos na Afropress.
 
A título de curiosidade, e destacando que esses números se repetem a cada ano:
30 bilhões de animais são mortos por ano para experimentação científica
30 bilhões são mortos para alimentação
400 milhões para caça esportiva
120 milhões para a indústria da moda
40 milhões para controle de zoonoses
(números oficiais, divulgados pela Sociedade Vegetariana Brasileira).
 
Ao mesmo tempo, não me vem à mente maior símbolo de abuso que a escravidão humana (e também o holocausto). Ao mesmo tempo, são símbolos universais pela busca da liberdade, embora de animais não humanos.
 
O que o site "Holocausto Animal" fez foi apenas usar esses símbolos de luta pela liberdade. Ninguém, em momento algum, rebaixou a condição dos seres humanos.
 
Não sou mundialmente famosa, tenho pouca voz, não dirijo uma ONG, mas faço minha parte na luta contra as mais diversas formas de desigualdade. E defender os direitos dos animais no Brasil - terra da feijoada, do sarapatel, das peixadas, do churrasco, da farra do boi, dos rodeios - certamente não é popular e não é elegante.
 
Mas é necessário, por mais que sua ONG não reconheça.
 
De fato, sua resposta publicada no site também foi altamente ofensiva às minhas convicções,  e gostaria de destacar isso, especialmente ao classificar como mero disparate um movimento filosificamente estruturado e com defensores diversos, contando com intelectuais e artistas.
 
Não estamos "humanizando animais"; apenas clamamos para que sejam tratados como animais, como seres vivos, com características próprias, dotados de sensibilidade e até mesmo estrutura familiar, demonstrações de afeto, memória e consciência. Hoje em dia, são tratados como coisas, como propriedade, como objetos de estudo e pedaços de carne.
 
Entretanto, ainda tenho interesse em mostrar que a referida comparação foi entendida pela "ABC Sem Racismo" de forma completamente distorcida.
 
Entenda-se, não se pode ler "Para os animais, todos os humanos são nazistas" como "Para os vegetarianos, todos os judeus e negros são animais.", adotando-se "animal" no sentido perjorativo Essa é uma inversão lógica inadmissível! No mais a questão é: por que é um insulto ser comparado a um animal? Que valores são levados em conta ao tomar "animal" como um termo perjorativo? Não somos animais? Nossa racionalidade nos dá poder de bem estar, vida e morte de outros seres ou deveria nos trazer mais responsabilidade e consciência?
 
As resposta vão indubitavelmente de encontro ao sistema de crenças que eu, e diversos outros ativistas combatemos, chamado especismo. Nós já partimos do ponto de vista de que animais não são inferiores, concorde ou não. São simplesmente diferentes em muitos pontos, mas semelhantes em outros. E isso por si só desqulifica a queixa elaborada, já que a imagem foi completamente distorcida ao ser retirada do contexto filosófico em que se insere.
 
Aliás, chamou-me a atenção a expressão "desumanizar a vida", reforçando a idéia de que essa ONG realmente acredita que apenas humanos têm direito inato à vida. Realmente, somente com esse tipo de mentalidade é que se pode entender alguma ofensa pelo uso de um símbolo da luta pela liberdade.
 
A medida tomada pela ONG, do meu ponto de vista não é equilibrada. É, sim, discriminatória contra um grupo que luta pela liberdade de animais que perderam o direito até mesmo de serem animais.
 
E, mais uma vez, reitero meu apelo para que a queixa seja retirada e que não se prejudique uma causa que, em definitivo, não conflita com a defendida pela "ABC sem Racismo".
 
Atenciosamente
 
Renata Octaviani Martins
Advogada
Campinas-SP

 




“entretanto, rejeitamos, recusamos e repudiamos com igual veemência, as disparatadas teses que pretendem colocar no mesmo patamar animais irracionais e seres humanos.” (afropress) Srs, em que patamar vcs pensam que estão????? 

HOLOCAUSTO – Segundo Aurélio Buarque de Holanda – 1. Entre os antigos hebreus, sacrifício em que se queimavam inteiramente os animais. – 2. sacrifício, expiação. – 3.Massacre de milhões de judeus pelos nazistas. 

Sou judia e parte de minha família foi morta em Auschwitz na câmara de gás. Posso atestar que os atos cometidos contra os judeus durante a 2ª Grande Guerra foram atos de crueldade e de sadismo, onde, sem nenhuma sombra de dúvidas, seres humanos se divertiram com o sofrimento de outros seres humanos, ignorando o fato de todos serem da mesma espécie. Isso, seres humanos racionais sentindo prazer ao torturar outros seres humanos também racionais. Garanto, caro Dojival, que nenhum outro animal neste planeta sente prazer em presenciar ou até em proporcionar o sofrimento alheio, seja de um animal da mesma espécie, seja de outro animal de diferente espécie. 

O que nos remete a uma pergunta que não quer calar. O que é ser racional ou irracional? Ser racional é ter mecanismos que capacitam o ser humano a ser cruel, mesquinho, intolerante, ambicioso, corrupto, enfim, todas as maravilhas trazidas pela racionalidade humana. 

O que Fabio Paiva faz, não é apologia ao nazismo ao à escravidão, ele tenta mostrar o óbvio – O SOFRIMENTO É O MESMO, A VIOLÊNCIA É A MESMA, ou o sr. Dorjival acredita que por ser “racional” sente mais dor que os animais “irracionais”? Em tempo – um porco possui um nível de raciocínio extremamente parecido com o dos seres humanos e são os que mais se aproximam de nós geneticamente. Portanto, o que está nítido é que o Sr. Dorjival se sentiu ofendido ao ser comparado a um cachorro, como eu deveria supostamente me sentir ofendida por ser comparada a um porco. E isso não é fazer apologia, é tecer uma comparação de situações, (e por que não de espécies?) o que em hipótese alguma pode ser configurado como crime. E cá para nós, quem decidiu que somos melhores que os animais e que não podemos ser comparados a eles?????? 

Claudia Pentiocinas 
Assessora Jurídica Parlamentar 
Gabinete do Vereador Aurélio Miguel 
(011) 3396 4258 (011) 7651 2268

 




"Nossas vidas começam a terminar no dia em que permanecemos em silêncio sobre as coisas que importam". (Dr. Martin Luther King Jr. 1929/1968)

Caros, li sobre a representação e acredito que a Ong ABC SEM RACISMO labora em profundo equívoco ao denunciar o Ambientalista Fábio Paiva e seu belo trabalho com o site Holocausto Animal pelo suposto crime de "Apologia à escravidão e ao holocausto" e explicarei as razões de minhas colocações:

Segundo o Dicionário Michaelis a palavra Apologia tem dois significados

1. Discurso ou escrito laudatório para justificar ou defender alguém ou alguma coisa.
2. Elogio, louvor.

Ora, quando o Fabio faz uma comparação entre o tratamento que é dado aos animais até a presente data com fatos lamentáveis, vergonhosos, dramáticos mas reais da história da humanidade, não existe a possibilidade de algum ser racional interpretar que isso seja modo de louvar, elogiar ou defender os criminosos ou o crime.

Fazer apologia ao racismo é elogiar essa atitude odiosa que considera alguma característica física de um ser como inferior ou menor, etc.

Fazer apologia ao holocausto é enaltecer os feitos dos alemães da segunda guerra, usar suásticas, etc etc etc.

Uma coisa que os representantes da ONG ABC SEM RACISMO parece desconsiderar é seu próprio preconceito ao dar intensas demonstrações de espécie à comparação de seres humanos com animais. Lembra aquele projeto de lei - graças a Deus abortado no inicio- de proibir que as pessoas dessem a seus animais nomes de seres humanos. Isso é especismo.

Será que não seria melhor que entidades que representam segmentos de seres humanos que foram perseguidos, sacrificados e mesmo imolados através da história por motivos comerciais ou racistas não tivessem uma maior e melhor sensibilidade para com outros seres vivos que sofrem até hoje e não tem a menor possibilidade de defesa, e criasse sua ala de defesa dos direitos aos animais??

Ou será que alguém imagina em sã consciência que será criado um movimento secreto de resistência e libertação suína? uma revolução das galinhas, ou dos bois?
 
Não consigo entender qual palavra da frase: os animais são indefesos é de difícil compreensão.
 
Eu poderia lembrar de varias citações, de gente muito, mas muito importante através da história sobre a preocupação de seres humanos com seus irmãos animais (eu afirmo que sou irmã de todos e mãe de três) mas prefiro lembrar de duas, por motivos óbvios:
 
A primeira é.do Pastor (alemão!?) Luterano Martin Niemöller (1892/1984) , ganhador do Prêmio Lênin da Paz de 1966:
 
"Primeiro vieram buscar os judeus e eu não me incomodei porque não era judeu.
Depois levaram os comunistas e eu também não me importei pois não era comunista.
Levaram os liberais e também encolhi os ombros. Nunca fui liberal.
Em seguida os católicos, mas eu era protestante.
Quando me vieram buscar já não havia ninguém para me defender…"
 
A segunda, da escritora afroamericana Alice Walker (1944), autora do maravilhoso A Cor Púrpura:
"Os animais existem por suas próprias razões. Eles não foram feitos para humanos, assim como negros não foram feitos para brancos ou mulheres para os homens." 
 
Será que a ONG representará também contra Alice Walker?
 
abraços
 
Denise Grecco Valente
www.direitoanimal.org 

 

 

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